sexta-feira, 30 de setembro de 2011

SOLTAS NA PONTA DA BOTA!

Zona euro em chamas
30 DE SETEMBRO DE 2011 
O Governo da Grã-Bretanha comparou a crise da zona do euro como um prédio em chamas sem saída, e destacou que a população da Alemanha  acabará subsidiando alguns membros mais débeis da zona euro pelo resto de sua vida. O Ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, o conservador William Hague, afirmou que o grupo de países europeus com o euro está sofrendo ", como um prédio em chamas sem saída."
Assim cruelmente pintou o panorama o alto funcionário britânico, mas embora pretenda mostrar o Reino Unido  distante das vicissitudes da zona do euro, nada está garantido que permanecerá a salvo  das rodas da crise financeira e estrutural do capitalismo, que ameaça em não deixar fantoches com cabeça, e a acertada  imagem de “edificio em chamas sem saída”, ela cai a todo o sistema como uma luva.


Já no que respeita ao pacto monetário da União Europeia, posto em questão por Haia, alguns indicadores divulgados na sua sede central em Bruxelas são bastante eloquentes. Tem-se observado, por exemplo, que a confiança económica na entidade regional e na zona do euro caiu 3,4 por cento, e país por país, coloca a Itália na frente seguido por França e o Reino Unido.

Na quinta-feira o Parlamento alemão acordou por maioria que o Estado continuará assumindo o cargo do chamado resgate financeiro da Grécia, ou o que é o mesmo que a aplicação de uma férrea e insuportável tenaz que limita cada vez mais a  vida dos gregos, a quem impuseram que paguem com sacrifícios  os disparates das impunes oligarquias bancárias. E parece que tudo não parará por aí, visto ser reconhecido com base na previsão de Haia, de que o povo alemão terá que subsidiar os membros mais débeis da zona do euro como Grécia, Espanha e Portugal, para o resto de sua vida.

Nem saída para o edifício em chamas, nem bombeiros que as apaguem, sem tocar o fundo estrutural do sistema.


publicado em

terça-feira, 20 de setembro de 2011

PARA PURIFICAR AS CONSCIÊNCIAS E MELHORAR AS MENTALIDADES1

SOLTAS NA PONTA DA BOTA!

SOLTAS NA PONTA DA BOTA!

Conteúdo na integra da entrevista de:



D. Januário Torgal: “Tenho vergonha do meu País”

O bispo das Forças Armadas acusa o governo de falta de sensibilidade e de incompetência diante da multidão de pessoas que já foram desapossadas da sua dignidade e do respeito por elas próprias. E diz que não quer ser cúmplice.

D. Januário Torgal: não devo dormir tranquilo perante toda esta multidão de pessoas que já foram desapossadas da sua dignidade. Foto da Lusa

Numa entrevista ao jornalista Manuel Vilas Boas, da TSF, o bispo das Forças Armadas, D. Januário Torgal Ferreira, diz não querer ser cúmplice com “esta multidão de pessoas que já foram desapossadas da sua dignidade, do respeito por elas próprias”, elogia a esquerda e acusa o governo de falta de sensibilidade e de incompetência.

“Tenho vergonha porque numa casa onde os mais pequenos não se podem sentar à mesa e comer do mesmo pão, que é o pão dos direitos e da dignidade, quem estiver a presidir à mesa deve sentir-se cúmplice”, disse D. Januário. “E se nos dizemos Igreja, servidores do mundo, devo sentir-me cúmplice e não devo dormir tranquilo perante toda esta multidão de pessoas que já foram desapossadas da sua dignidade, do respeito por elas próprias e a quem as promessas vão no pior sentido”.

Januário recorda o passado e diz ter tido vergonha da Igreja quando esta se calou e se ajoelhou diante de Salazar. Lembra que homens da Igreja foram educados no medo e não na liberdade e no à vontade de dizer o que pensam.
E afirma que hoje em dia, uma pessoa que toca em aspectos sociais é alguém que é de esquerda. “Mas então honra seja feita à esquerda”, afirma, apontando que há muitos comunistas que são mais católicos que muitos católicos”. E questiona: “porque é que só em momentos eleitorais se vai para as feiras? Se vai para os banhos de multidão e se dá beijinhos em gente mais simples?”

Quanto ao actual governo, D. Januário nota falta de sensibilidade nuns casos e noutros perfeita incompetência. “A gente vai dizer para o governo se sentar e nos ouvir”. Não fomos educados na arte do diálogo”, diz, referindo-se também aos que fazem críticas à Igreja.

O bispo das Forças Armadas aponta a falta de cultura democrática que ainda existe, “As pessoas não estão habituadas a quem vem manifestar oposição”.E dá como exemplo a coluna dominical de domingo de Frei Bento Domingues no Público. “Para a mentalidade de muitas pessoas, ele não é nada meigo, diz uma palavra que tem uma originalidade única. Mas há pessoas que ficam incomodadas...”

D. Januário alerta que “há muita gente que gostaria do regresso de Salazar. Isso é uma tragédia”. Mas, na sua opinião, devemos tratar essas pessoas como o Salazar nunca ousou tratar quem diferia dele. “Tratar as outras pessoas de forma diferente que essas pessoas, nas suas fontes culturais, trataram as outras”, isto é, com democracia.

O bispo das Forças Armadas alerta que “há quem não defenda a ditadura, mas que defenda que uma ditadurazinha de algum tempo, que uns safanõezinhos faziam muito bem. Eu digo, os safanões, o prender, o bater só faz mal.”

O que o leva à crítica à guerra do Iraque. “Houve jornalistas que me chamaram 'fundamentalista do Iémene' quando eu disse que estava em total desacordo com a guerra do Iraque”, recorda. D. Januário defende a Primavera dos países árabes e nota que não houve tiques religiosos, o que houve foi tiques de cidadania. “São islâmicos, e portanto o Islão é compatível com a liberdade e até com a democracia. Ao contrário do sr. Bush, que queria impor a democracia com as armas, pode-se chegar à democracia através da razão”.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

SOLTAS NA PONTA DA BOTA!

SOLTAS NA PONTA DA BOTA!
E o Euro, falhou?
 
19.Set.11 

A crise da dívida soberana, transformada em crise da Zona Euro, levou a que os hossanas antes «cantados» em torno do Euro se transformassem na afirmação do seu falhanço, na boca de muitos comentadores de serviço e economistas encartados.

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O «Pacto para o Euro mais», decidido no Conselho Europeu de Primavera a 24 e 25 de Março de 2011, mostra sem rodeios para que serviu e serve o Euro – reduzir os custos unitários de trabalho. A austeridade imposta pelo Euro, por via de uma política monetária restritiva e do(s) PEC(s), serve o propósito estratégico de restaurar as condições de rentabilidade do capital, por via do incremento da exploração do trabalho, num contexto de uma crise sistémica.
O Euro foi e é uma «declaração de guerra» aos trabalhadores dos países da Zona Euro e de toda a UE. Uma década de desvalorização social e de desemprego crescente assim o demonstra. Apesar das contradições, a integração capitalista reforça-se criando mecanismos de constrangimento absoluto, elevando o patamar da ofensiva de classe em curso.
A emancipação dos trabalhadores portugueses e dos outros trabalhadores dos países que constituem a UE, passa pela tomada de consciência que não existem saídas no actual quadro que não passem por uma ruptura com as políticas vigentes, pela necessidade de derrotar o instrumento de classe que é a UE, de fazer retornar aos Estados os instrumentos de política económica, monetária, orçamental e cambial e  pôr no domínio público os sectores estratégicos que permitam alavancarem o desenvolvimento económico dos países, ao serviço dos trabalhadores e dos povos. Ter consciência que só a luta de massas e a elevação do grau de organização da luta poderão derrotar a ofensiva em curso. Tendo presente que  os tempos das inevitabilidades e das irreversibilidades acabaram e que os tempos são de oportunidade, tendo em conta as contradições inter-capitalistas.  Hoje, como ontem, o que é necessário é que os trabalhadores e os povos tomem nas suas mãos a afirmação do seu destino, liberto da exploração. O combate ao Euro, às orientações que lhe dão suporte e às políticas que viabiliza, é parte indissociável desta luta mais geral.
Nota: Este artigo foi publicado na Revista "Portugal e a UE", nº 61, Agosto 20
(extraído de o diario.info) – ver estudo completo em E o Euro, falhou? 

domingo, 18 de setembro de 2011

SOLTAS NA PONTA DA BOTA!

SOLTAS NA PONTA DA BOTA!



PARIS .- A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) anunciou que pelo menos 793 milhões de pessoas em todo o mundo não sabem ler nem escrever, segundo o último relatório divulgado no dia da comemoração do Dia Internacional da Alfabetização.
O estudo assegura que a maioria de essas pessoas são mulheres e meninas, acrescentando que uns "67 milhões de crianças em idade escolar não frequentam a escola primária e 72 milhões de adolescentes em idade de cursar o primeiro ciclo do ensino secundário não estão desfrutando desse seu direito à educação ".
O organismo mundial  detalhou os índices por regiões aonde se verifica o maior número de pessoas que não sabem ler e escrever.
Adiantou que o Sul e o Oeste da Ásia albergam mais da metade da população analfabeta mundial, uns 51,8%, enquanto que na África Subsariana vivem 21,4% de os adultos analfabetos.
Na Ásia Oriental e no Pacífico estão 12,8% de analfabetos, nos Estados Árabes 7,6% e na América Latina e Caribe 4,6%. América do Norte, Europa e Ásia Central somam, por sua parte, cerca de 2% de adultos analfabetos, referiu a UNESCO. No total onze países no mundo têm mais de 50 por cento dos adultos analfabetos:. Benin, Burkina Faso, Chade, Etiópia, Gâmbia, Guiné, Haiti, Mali, Níger, Senegal e Serra Leoa (Telesur / EFE)


PENSAMENTO


FAÇAMOS UMA REFLEXÃO.-
A quem interessa que os povos vivam na ignorância e mergulhados no analfabetismo?
Aos poderosos e abutres da ditadura do poder económico e financeiro, a sociedade neoliberal, para mais facilmente manipular as consciências e apoderarem-se das riquezas da humanidade e fomentar as guerras de ocupação de países soberanos!
Em Portugal por imposição e ingerência da Troika estrangeira e posta em marcha pelos gestores da troika nacional caminhamos para o descalabro civilizacional no sistema de ensino.
“A destruição da escola pública é inseparável de um caminho de mais de 35 anos de política de direita, e brutalmente agravada com a concretização pelo actual governo do programa de agressão e submissão que PS, PSD e CDS subscreveram com a Troika.
O sistema educativo e a Escola Pública estão hoje confrontados com um conjunto de problemas que só terão solução num contexto de rejeição do programa de agressão que está em curso e de ruptura com a política de direita, abrindo caminho a uma outra política educativa que assuma a educação como um valor estratégico fundamental para o desenvolvimento do País e para o reforço da identidade e soberania nacional, com prioridade para um efectivo combate ao abandono e ao insucesso escolar e educativo.
Numa sociedade que se quer mais desenvolvida e mais justa, a Educação e sobretudo a sua componente escolar, não pode ficar capturada por aqueles cujos interesses estão centrados no aumento da exploração e das injustiças sociais.
O país precisa de um ensino de qualidade que cubra o objectivo da democratização e as necessidades educativas individuais e sociais e da economia, tal como o PCP propõe. Objectivo que requer uma coerente linha de construção de uma Escola Pública, de qualidade, gratuita e para todos, que deve mobilizar as vontades intervenientes no processo educativo.” **
(** extraído de documentação do PCP)


sábado, 17 de setembro de 2011

SOLTAS NA PONTA DA BOTA!

SOLTAS NA PONTA DA BOTA!

PCP vai apresentar projecto para apurar responsabilidades no endividamento regional

O secretário-geral do PCP informou, esta sexta-feira, na Madeira, que o partido vai apresentar no início da próxima semana «uma iniciativa legislativa» que terá como objectivo um «apuramento rigoroso de origens, montante e destinos do endividamento regional».
Para o PCP, essa «exigência democrática não será nunca um instrumento para animar animosidades para com o povo da região da Madeira, nem trampolim para legitimar outras erradas e mais injustas politicas que imponham mais empobrecimento, desigualdades e declínio».
Esta iniciativa surge na sequência de o Instituto Nacional de Estatística e o Banco de Portugal terem acusado, esta sexta-feira, a Administração Regional da Madeira de ter omitido informação relativa às suas contas públicas, que consideram «grave» e da qual não têm conhecimento de casos similares.







SENTIMENTO DE OUTRAS VOZES
PALAVRAS EXPRESSAS NA PASTORAL SOCIAL


No encontro da Pastoral Social, D. Januário Torgal, bispo das Forças Armadas, proferiu estas palavras:
"Confessou ter «vergonha» de Portugal. E explica que «tem vergonha porque numa casa onde os mais pequenos não se podem sentar à mesa  e comer do mesmo pão, que é o pão dos direitos e da dignidade, quem estiver a presidir à mesa deve sentir-se cúmplice». 

«Se nos dizemos Igreja, servidores do mundo, devemos sentir-nos cúmplices e não devo dormir descansado perante toda esta multidão de pessoas que já foram desapossadas da sua dignidade, do respeito por elas próprias e a quem as promessas vão no pior sentido. 
" E deixou recados para o Governo e para a Igreja. «Já tive vergonha da Igreja e de mim» quando esta se «calou» e «ajoelhou» perante o poder de Salazar.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

SOLTAS NA PONTA DA BOTA!



SOLTAS NA PONTA DA BOTA!


Em Santiago de Cuba aplicam vacina contra cancro do pulmão
LILIETH DOMÍNGUEZ QUEVEDO
Cerca de 30 pacientes que sofrem de câncer de pulmão em Santiago de Cuba, são tratados com a vacina terapêutica CimaVax-EGF, imunógeno que favorece a qualidade de vida e sobrevivência para esta doença.

O Dr. Francisco Pereira, responsável da Unidade Provincial de Câncer, disse à AIN que este produto de origem nacional é administrado, mediante um protocolo de ensaio clínico, em pessoas com tumores do pulmão de células não pequenas
Desde 2006, começou a aplicar-se o tratamento no Hospital Provincial Saturnino Lora, e se espalhou às áreas de saúde a partir de Fevereiro deste ano.

Segundo avaliou o oncologista, embora prossiga a fase de testes e faltando ainda os resultados finais verificam-se melhorias importantes no estado geral e na sobrevida global preservada e melhorada dos pacientes tratados, em comparação com aqueles que não receberam a dose.

Tendo referido que esse mal de elevada prevalência no território, ocupa o primeiro lugar entre as principais causas de morte em 2010, cobrando a vida de 400 pessoas, mais de 90 por cento das quais foram relacionadas ao tabagismo activo ou passivo .

Quando se fuma um cigarro, ela libera monóxido de carbono convertido em fumo, que em 10 segundos está no nível do cérebro, passa para o sangue e compete na hemoglobina com o oxigénio, intoxicando-nos, algo cientificamente comprovado, explicou Perera.

Desenvolvido pelo Centro de Imunologia Molecular e de comprovada eficácia, o imunógeno CimaVax-EGF é o único registrado no mundo para este tipo de malignidade, de acordo com a AIN disse Pedro Pablo Guerra, do Centro Nacional de Coordenação de Estudos Clínicos.

O investigador destacou que se estende às pessoas com câncer avançado do pulmão em estádios três e quatro, que não tiveram resposta ao tratamento oncológico específico e recebem os cuidados paliativos na sua área de saúde

Segundo sublinhou Guerra, os especialistas medem a segurança e eficácia, através do estudo de eventos adversos e variáveis, como a qualidade de sobrevivência, de vida e estado nutricional.

De acordo com dados publicados pelo jornal website Sierra Maestra, 179 pessoas morreram na província de Santiago de Cuba por câncer de pulmão no primeiro semestre deste ano.


Cuba desenvolve pesquisas para transplantes de intestino
Barbara Vasallo Vasallo
Cuba desenvolve pesquisas para transplantes de intestino, a cirurgia de muito alto nível no mundo, explicaram os especialistas durante o VI Congresso da Sociedade Iberolatinoamericano de Cirurgia (SILAC), que acolhe o balneário de Varadero, na cidade de Matanzas.

O doutor cubano Dr. Lázaro Yera, presidente da SILAC, disse à AIN que se trata de uma operação delicada, porque os pacientes requerem de alimentação parenteral total (líquidos administrados por via intravenosa e nutrientes), que é removido quando eles podem absorver-se por si mesmos.

A técnica se realiza desde finais da passada década dos anos 80 em países industrializados, e os cálculos estatísticos dão conta que cada vez mais aumentam as taxas de sobrevivência, embora seja uma cirurgia muito custosa no mundo e acessível somente a pessoas de solvência económica alta, referiu.

Um dos problemas mais comuns são os indivíduos que chegam com traumas por acidente, perdem parte do intestino, o que impede a absorção adequada dos alimentos, e da vida, disse o médico.

A conferência "a cirurgia no intestino curto", do professor Joseph A. Montes Rodríguez, da Universidade Autónoma de Madrid, Espanha, abriu o evento e facilitou o intercâmbio científico sobre o tema, muito actual, dado o número de pessoas que necessitam deste procedimento.

Yera calificou o Professor Rodriguez Montes como um dos mais proeminentes estudiosos na Europa neste procedimento cirúrgico do intestino curto, o qual se prática na clínica humana em três formas: no intestino isolado,  transplante combinado de fígado intestino e transplante multi visceral.

Um site digital da Universidade Autónoma de Madrid explica que a sobrevivência imediata ao procedimento é superior a 80 por cento dos casos, e uma grande proporção de sobreviventes conseguem a autonomia digestiva completa e desempenham actividades adequadas à sua idade.

O Sexto Congresso da SILAC decorre de quarta-feira até sábado, no complexo Kawama,evento em que mais de uma centena de especialistas de Espanha, Portugal, México, Equador, Venezuela, República Dominicana e Cuba debatem em palestras, conferências e posteres .


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