quinta-feira, 30 de junho de 2011

MISTÉRIOS DOS CRESPÚCULOS

OS CRESPÚCULOS DAS NOITES


É de noite que se destapa o brilho do dia das estrelas. Em ocasos temporais, o luar da lua namoradeira se desnuda, astro de romantismo dos corações apaixonados, principio e clarão de mistérios dos crespúculos recorridos até ao amanhecer, aonde  se controem  os sonhos enigmáticos do encanto do escuro, magia  espelhada  das noites longas e românticas.
Com o pôr do Sol vem lá do horizonte a beleza do azul do dia e o escuro da noite, instantes reflectidos no cinematógrafo da sétima arte projectada pela máquina dos sonhos nas películas filmicas de Fred Astaire em bailados de paixão como pinturas de amor. É o lusco-fusco da folia nas romarias no emaranhado de horizontes de encontros, desencontros, cantares, danças e cachoeiras de fogo de artifício em cupidos amorosos. É o nascer da esperança do dia de um mundo melhor de paz e dignidade plena para o ser humano, na alvorada do Sol a nascer, estrela de todos para todos, soprado em ventos de navegação da felicidade desejada, como a luminosidade reflectida pela Lua ao ser iluminada pelo Sol.

A noite da escuridão estende o lençol da frialdade maligna deste modelo de sociedade mal parida, monstruosidade do atirar para o relento das estrelas a ceú aberto o nosso semelhante que não tem a luz de um lar como abrigo de todos os dias, de tirar o direito ao trabalho com direitos, dignidade do ser humano, de espalhar a fome e a miséria que atrofia o crescer do direito humano das crianças a brincar, a ir á escola, viver o mundo da fantasia para mais tarde serem os homens e as mulheres do mundo novo, estrelas brilhantes dos sonhos da utopia da sociedade justa e verdadeira.

O crespúculo das noites brancas, fenómeno espetacular da natureza, berço das noites claras, mostra do mundo belo! É a magnitude do desfrutar de uma atmosfera de sonho, é um sentimento de emoções de surpresa pelo desconhecido e da bondade de ternura da natureza ao brindar a magistral sensação do dia sem fim. É o solitário contemplar do magistral Hermitage acariciado nas suas fabulosas obras de arte. É como o privilégio cultural de assistir a uma obra de ballet no fabuloso Teatro Bolshoi ou como fazer uma incursão em visita ao nosso e majestoso Palácio de Queluz.
Os crespúculos dos sonhos da utopia de viver a vida, são os instantes em que o nosso horizonte de lutar por um outro tipo de sociedade nova, navegam na coroa solar da esperança que a sociedade de todos para todos é o caminho da órbita universal da humanidade,dos hulmides e para os humildes do Planeta Terra.
    

sexta-feira, 24 de junho de 2011

ÁS MARCHAS DE S.JOÃO




SEDUÇÃO BAIRRISTA

Ontem foi às marchas de S.João
 o povo pelas ruas se espalhou
 para ver os figurantes exibirem a sua mestria
em coreografia cintilante de sedução bairrista







a fantasia saiu á rua no S.João 
na pureza e graça da pequenada
com passos em  ternura de inocência
beleza do mundo das maravilhas







ontem foi às marchas de S.João
reavivar o futuro na elegância
das mulheres e moiçolas bairristas
 em danças compassadas de alegria

 ritmo do fruto  semente
da fantasia dos marchantes
que espalharam pelas ruas
a beleza popular das marchas de S.João




quarta-feira, 22 de junho de 2011

AS MARCHAS DE S. JOÃO


ENTRE A ESPADA E A FARPA
Neste verão de Ponte de Lima, o São Joãozinho foi metido no meio das orvalhadas,  nem o manjerico arrebita. Em tempos alguém disse que era um S.Joãozinho de risco ao meio, desta vez ficou entre os eventos da Vaca e do Cavalo, portanto entre a espada e a farpa.

As marchas da noite de S. João, após um grande esforço dos seus  novos obreiros, começaram a adquirir novamente um estatuto  importante dentro dos eventos populares da nossa Vila. Este ano foram relegadas para um plano muito secundário pelos elevados relevos dados aos outros eventos coincidentes e pelos vistos dos “poderosos”. As gentes dos nossos bairros populares, além-da-ponte, arrabalde e pinheiro dizem que as coisas vem repartidas chegam e sobram para todos.

As marchas de S.João mereciam e merecem um outro destaque na agenda cultural do panorama dos eventos populares em Ponte de Lima ,senão existe, deve ser feita uma recolha memorial da sua história para a transformar em dados memoriais vivos para o engrandecimento do futuro cultural e coreógrafo das marchas vindouras.

Assim o S. João em Ponte de Lima, nem "Repenica", nem "Sua em Bica", as mulheres casadas e as moças solteiras ficam murchinhas como o orvalho da noite do São Joãozinho.

Canções de Ary dos Santos - O Poeta de Abril!

domingo, 19 de junho de 2011

PENSAMENTOS



A vida não é propriedade do homem, mas empréstimo que lhe fez a natureza.

José Marti

LAMENTO GELADO E DORIDO

 A NATUREZA, BASE DA VIDA
O nosso rio corre pelas suas margens num lamento gelado e dorido pela agressão desenfreada á natureza, o seu entorno é assim como uma paisagem mesclada de nuvens negras contaminadas. Visualiza-se o leito do rio e logo é espelhada na nossa mirada o efeito desolador de um “torpedo” de mato verde encalhado, e pelo flutuar na sua corrente de plantas daninhas, que roubam a pureza da cristalinidade das águas.
Mira-se mais além e deparamos com uma cratera enorme nos montes, donde são extraídas as riquezas da natureza, depois deixada ao abandono, não cuidando da sua saúde ambiental com a reflorestação da zona e a reposição do equilíbrio do meio ambiente fundamental para a sobrevivência do ser humano.
A paisagem ribeirinha tem recantos bonitinhos de verdura sempre harmoniosa para a visão panorâmica, mas no centro da sua artéria é assim como aquela personagem que bastava lavar só um pé, porque o outro remediava! Quando não se cuida da higiene completa do rio a natureza sofre, padece e adoece.
A largura do seu habitat está transformada num terrado  desertificado sem qualquer motivo atraente e digno do seu historial, aonde o manto das suas areias finas e cristalinas adornavam as suas águas e davam beleza aos pés que as pisavam nos veraneios dos verãos. Está como aquela outra “mulher trás-me umas meias daquelas que o cães não gostem?”. Pois é, quem pisar aquele terrado com o pé descalço está sujeito a não poder vestir meias antes de lavar os pés.
A natureza, base da vida, tem sido vertiginosamente destruída, através da contaminação e degradação dos ecossistemas, num ritmo acelerado, é necessário e urgente reduzir o impacto ambiental para a obtenção de um desenvolvimento ecologicamente equilibrado para todo o planeta. O nosso rio necessita de uma urgentíssima e acelerada intervenção de purificação e tratamento de todo o ecossistema que o rodeia para bem da humanidade e do bem estar do meio ambiental em Ponte de Lima. 

RED RUSSIAN ARMY CHOIR "Kalinka"