terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Movimentos cinéfilos


Movimentos cinéfilos

Os momentos têm de tudo
Sorrisos, afagos, sapateados
Cavalgadas, peleias, romantismos
Iluminados nas camaras de telas animadas
Movimentos cinéfilos do cinematógrafo
Matinés de caramelos feitos ponto de rebuçado 
Enrolados nas bocas paparicadas

Nos camarotes das portas do Sol
Num abrir e fechar de cortinados
Tudo tem o seu momento
Cores repartidas de Sóis
Pincéis de aguarelas
Colares de corais
Cenários de luar purificados
Raios de esmalte dourados
Comédias de gestos arrulhados
Metáforas de calor do fim de película

Rua do Souto, 5 de Fevereiro de 2013
Tarquínio Vieira




sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A Pança do seu reino



A Pança do seu reino


Nesta selva neoliberal
Antro dos monstros
Do capitalismo canibal
Vociferam criaturas
De banqueiros petulantes e sem alma

Vociferam criaturas de mentes doentias
Nesta selva neoliberal
Impropérios desumanos
Em cruzadas de austeridade

No reino do capitalismo canibal
Púlpito dos banqueiros petulantes
Crescem as orações do indigno
Do tudo venha a nós
P’ro reino da pança da agiotagem

É o reino infestado de comportamentos
Malcriados e sem escrúpulos
Mentes doentias
Génese da soberba
Exótica dos avarentos e da rapina

Os banqueiros pervesos e sem alma
Mascarados de almas bondosas
Disfarçadas de cordeiros com pele de lobo
Enchem os cestos da pança do seu reino
Roubando o direito à felicidade
E explorando o viver dos povos
Únicos donos da natureza dos humanos

Rua do Souto, 1 de Fevereiro de 2013
Tarquínio Vieira




quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Outros perfumes



Outros perfumes

Naquele dia de algum dia
Embriagadas de perfumes
Amorosos
Nasceram as novelas da humanidade
Carinhos em cálices de emoções
Vinhos espumosos
De romances mágicos
Feitiços do encanto cativante
Ilusionismos de paixões ardentes

Em dias de luares enamorados
Espelhados em essências da natureza
O sapato não calçou
O pé descalço de Cinderelas
A forma do encantamento ficou sozinha
Embriagada de outros perfumes

Algum dia daqueles dias
A uma hora qualquer marcada
No meio de tanta gente
O olhar de feitiço penetrante
Encanto das paixões
Hipnotizou o relógio das meiguices 
Como chocolate derretido
A moldar os pés de Cinderelas
Em formas moldadas de carinhos
De todos os amores

Rua do Souto, 30 de Janeiro de 2013
Tarquínio Vieira






sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Na hora da partida


"Cortaram as asas à democracia como se faz a uma galinha. Queremos voar, mas já não nos deixam" – Luis Tavares “El Comandante”


Na hora da partida

As cadeiras estão vazias
As mesas não têm copos
Os ícones derramam tristezas
Na hora da partida

Os cravos vermelhos
Refletem a luz da saudade
Numa canção dos Rolling Stones
Em danças de rebeldia

As cadeiras estão vazias
Num silêncio pensado
Eternizando a vida
De quem nunca parte
P'ra sempre
Nos corações dos humildes
Das nossas vidas

Rua do Souto, 18 de Janeiro de 2013
Tarquínio Vieira






terça-feira, 15 de janeiro de 2013

HOMENAGEM COM CAFÉ E RUM



 HOMENAGEM COM CAFÉ E RUM

Rumbando

Com café e rum
na mesa tropical
servidos em louça cristalina
irradiando toques de tranquilidade
em tarde amena de Outubro

Toalha de aventuras
 pintadas em aguarelas
sonhadas da eterna firmeza
dos encontros de  Agosto
essência de criatividade mítica
força dos quadros memoriais
da guevariana Rampinha

Com café e rum
transitando por caminhos
fraguados com sombras míticas
das imperiais Palmeiras
em tarde amena de Outubro

Em passos suaves de rumba
fazendo tremer a terra distante
com suaves gestos nostálgicos
 tocados na batida dos tambores
rumbando a café e rum

Na mesa tropical dos sonhos
feitos  ternura solidária
transitando por caminhos tropicais
rumbando com café e rum
em tarde amena de Outubro

Rua do Souto, 15 de Agosto de 2012

Tarquínio Vieira


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

ONDE EU ESTIVER QUERO SER EU





O exemplo dos trilhos e valores da dignidade e da coerência. Caminhos para a construção da sociedade do homem novo. A luta continua!





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